Parabéns meninos e senhores do LSA do Grande ISEP... tá mesmo um evento bem conseguido!
Levei lá as minhas pestinhas e as reacções foram óptimas! Adoraram os robots apesar de acharem por bem não lhes darem demasiada confiança... afinal de contas são "seres" demasiado estranhos. Comportaram-se à altura!! Elas e os robots!
29 de setembro de 2007
26 de setembro de 2007
9 de Novembro de 2003
As sucessivas camadas de ressentimento, um dia, atiraram-se para uma realidade feliz que à muito ansiava!
Não consigo descrever sem verter aquela lágrima... Pareciam de porcelana. Tinham tanto cabelo e olhos clarinhos que fixavam tudo em volta cheios de curiosidade de saber quem eram.
Foram uma dádiva demasiado preciosa para ser possível descrever. Vieram na altura certa, em que todos precisavam de uma nova motivação para sorrir. E essa motivação estava ali bem na nossa frente!
Nesse dia parecia que as estrelas se derramavam sobre o Mundo e que, ali, naquele quarto, tinham trazido uma humanidade mais perfeita do que aquela em que vivíamos. É para ter momentos como este que continua a valer a pena viver.
Tudo à volta delas era estranho certamente. Não encontravam sentido para toda aquela luz, mas continuavam ali, não sabiam onde, à espera que alguma coisa nova acontecesse. Que alguém lhes pegasse ao colo. Que alguém lhes tocasse. Porque as crianças, quando nascem, nunca se cansam de esperar que qualquer coisa nova aconteça.
Tenho a certeza que aquelas duas bonequinhas reais possuíam a fórmula secreta para mover todos aqueles sorrisos e lágrimas de felicidade.
Afinal de contas, eram duas!! Eram iguaizinhas, lindas, do meu sangue e tinham um sorriso capaz de penetrar nos nossos olhos e fazer milagres.!!
Sem dúvida que elas tiveram mesmo a capacidade de suavizar tudo... até a possível amargura causada pela vida.
Ainda hoje guardam no olhar a mesma doçura daquele dia. Têm uns olhos enormes onde cabe o Mundo, e eu gosto de fugir para dentro dos olhos delas, pois é o único sítio onde consigo encontrar a magia de um Mundo quase perfeito em que é possível cruzar o céu e as núvens sem nunca ter de imaginar a possível queda entre o sonho e uma nova realidade.
A única coisa que queria era a existência de um spray mágico para se pôr nas crianças para elas não terem de sofrer as consequências negativas de viver neste Mundo!
A memória é isto; o melhor património... lembra só do que é bom. A dor, a tristeza, a perda e o sofrimento deixamos isolados na recordação! Dormitam durante muito tempo numa das inúmeras cavernas da memória; mas um dia sempre voltam à superfície para nos fazer esmorecer como fizeram naqueles dias do passado...
Não consigo descrever sem verter aquela lágrima... Pareciam de porcelana. Tinham tanto cabelo e olhos clarinhos que fixavam tudo em volta cheios de curiosidade de saber quem eram.
Foram uma dádiva demasiado preciosa para ser possível descrever. Vieram na altura certa, em que todos precisavam de uma nova motivação para sorrir. E essa motivação estava ali bem na nossa frente!
Nesse dia parecia que as estrelas se derramavam sobre o Mundo e que, ali, naquele quarto, tinham trazido uma humanidade mais perfeita do que aquela em que vivíamos. É para ter momentos como este que continua a valer a pena viver.
Tudo à volta delas era estranho certamente. Não encontravam sentido para toda aquela luz, mas continuavam ali, não sabiam onde, à espera que alguma coisa nova acontecesse. Que alguém lhes pegasse ao colo. Que alguém lhes tocasse. Porque as crianças, quando nascem, nunca se cansam de esperar que qualquer coisa nova aconteça.
Tenho a certeza que aquelas duas bonequinhas reais possuíam a fórmula secreta para mover todos aqueles sorrisos e lágrimas de felicidade.
Afinal de contas, eram duas!! Eram iguaizinhas, lindas, do meu sangue e tinham um sorriso capaz de penetrar nos nossos olhos e fazer milagres.!!
Sem dúvida que elas tiveram mesmo a capacidade de suavizar tudo... até a possível amargura causada pela vida.
Ainda hoje guardam no olhar a mesma doçura daquele dia. Têm uns olhos enormes onde cabe o Mundo, e eu gosto de fugir para dentro dos olhos delas, pois é o único sítio onde consigo encontrar a magia de um Mundo quase perfeito em que é possível cruzar o céu e as núvens sem nunca ter de imaginar a possível queda entre o sonho e uma nova realidade.
A única coisa que queria era a existência de um spray mágico para se pôr nas crianças para elas não terem de sofrer as consequências negativas de viver neste Mundo!
A memória é isto; o melhor património... lembra só do que é bom. A dor, a tristeza, a perda e o sofrimento deixamos isolados na recordação! Dormitam durante muito tempo numa das inúmeras cavernas da memória; mas um dia sempre voltam à superfície para nos fazer esmorecer como fizeram naqueles dias do passado...
As desilusões são sempre dificeis, mesmo quando aparecem cedo demais!
Após esta grandiosa perda e, apesar do esmorecimento constante causado pela boa recordação, consegui ultrapassar. Reparei que o caminho já está construído, alguém o traçou. O dela tinha chegado ao fim, e a mim só me restaria seguir em frente.
Passei um tempo em que estava sempre à espera que acontecesse alguma coisa má; ninguém podia ser assim tão feliz para sempre!
Talvez possa mesmo afirmar que a única nuvem que existia no meu horizonte eram os momentos em que não me encontrava envolvida naqueles olhos.
Infelizmente, compreendi que se pode estar alegremente com alguém; até, de repente apanhar com aquele “calhau” gigante na cabeça chamado “realidade”.
O amor é realmente um risco. Abrimo-nos a ele e podemos magoar-nos. Não há nada que pode ajudar a reduzir substancialmente o factor risco.
Tudo pode dar certo... mesmo sentindo a distância. Quem sabe?
É claro que não pode!!
Um dia o sol nasce e um de nós decide que nada mais pode dar ao outro. Era um belo romance, mas tinha de acabar... Muito romântico, não acham? Tudo fica, pura e simplesmente, feito em fanicos.
Nesse momento tive vontade de ir viver para um Mundo onde os esclarecimentos não fossem necessários...
Mas, é preciso perceber, que desistir de olhar para a frente não é a maneira de pôr fim às infindáveis interrogações.
Nessas circunstâncias, podia ter decidido partir para outra e descobrir alguém que quisesse as mesmas coisas que eu, ou podia, por outro lado, ter optado por esperar de acordar do aparente pesadelo.
Optei por não fazer nada disto. Decidi fazer talvez aquilo que não faria hoje.
Decidi não confiar na minha capacidade de voltar ao Mundo real sozinha.
E assim foi...
Não fui à busca do significado da vida; fiquei à espera do dia mágico em que ia certamente acordar com a conformação de que a probabilidade de duas pessoas se moverem pela vida exactamente da mesma maneira é bastante reduzida.
Não me querendo alongar muito mais neste tema... esse dia chegou... tardou, mas chegou!
Percebi que estar sozinha depois de tanto tempo era duro; em especial quando se está sob o bombardeamento de imagens de recordação demasiadamente boas e difíceis de ignorar. Porém, é preciso acordar e não podemos esquecer que mesmo quando encontramos alguém para partilhar a nossa vida; nunca deixa de ser a NOSSA vida!!
Temos de manter o sonho, mas não muito elevado. É preciso aproximá-lo o mais possível da queda.
Não esqueçamos que todos os relacionamentos são bons; mesmo os que terminam, porque todos nos ajudam a perceber quem somos e o que queremos. Mas, o mais importante é sermos capazes de aceitar que nem tudo o que é total significa que seja perfeito!
Não podia viver agarrada ao passado, não podia (e de certo modo também não queria) apagá-lo, por isso só me restava aceitá-lo...
É preciso substituir grande parte das frustrações e ressentimentos pela certeza de que temos uma longa vida pela frente.
Tudo isto é muito bonito de ser lido, mas a realidade é que a forma como saímos de uma desilusão, determina, em boa parte, a pessoa que acabaremos por vir a ser daí em diante. Por vezes, a mudança é de tal ordem que determinamos uma enorme barreira entre o nosso exterior e o nosso interior, não deixando (inconscientemente) outras pessoas conhecerem aquela que sempre fomos. Parecia que um ser subconsciente tinha decidido que não queria voltar a sofrer a perda de ninguém.
Há um desfasamento entre aquilo que queremos e aquilo que sentimos. Desfasamento tal que somente o tempo quebrará. Meses... anos... temos de ser pacientes connosco próprios. Afinal de contas, o que são dois anos se compararmos com a duração de uma vida inteira?
Aprendi a viver a vida sem pensar no futuro, como se não tivesse outra oportunidade para o fazer.
Decidi viver somente 24 horas por dia não fazendo qualquer hora extra a utilizar aquele medo secreto de dizer algo errado acerca do passado que pudesse recomeçar de novo toda aquela angústia.
Assim, tudo passou a ser bem mais fácil.
Passei um tempo em que estava sempre à espera que acontecesse alguma coisa má; ninguém podia ser assim tão feliz para sempre!
Talvez possa mesmo afirmar que a única nuvem que existia no meu horizonte eram os momentos em que não me encontrava envolvida naqueles olhos.
Infelizmente, compreendi que se pode estar alegremente com alguém; até, de repente apanhar com aquele “calhau” gigante na cabeça chamado “realidade”.
O amor é realmente um risco. Abrimo-nos a ele e podemos magoar-nos. Não há nada que pode ajudar a reduzir substancialmente o factor risco.
Tudo pode dar certo... mesmo sentindo a distância. Quem sabe?
É claro que não pode!!
Um dia o sol nasce e um de nós decide que nada mais pode dar ao outro. Era um belo romance, mas tinha de acabar... Muito romântico, não acham? Tudo fica, pura e simplesmente, feito em fanicos.
Nesse momento tive vontade de ir viver para um Mundo onde os esclarecimentos não fossem necessários...
Mas, é preciso perceber, que desistir de olhar para a frente não é a maneira de pôr fim às infindáveis interrogações.
Nessas circunstâncias, podia ter decidido partir para outra e descobrir alguém que quisesse as mesmas coisas que eu, ou podia, por outro lado, ter optado por esperar de acordar do aparente pesadelo.
Optei por não fazer nada disto. Decidi fazer talvez aquilo que não faria hoje.
Decidi não confiar na minha capacidade de voltar ao Mundo real sozinha.
E assim foi...
Não fui à busca do significado da vida; fiquei à espera do dia mágico em que ia certamente acordar com a conformação de que a probabilidade de duas pessoas se moverem pela vida exactamente da mesma maneira é bastante reduzida.
Não me querendo alongar muito mais neste tema... esse dia chegou... tardou, mas chegou!
Percebi que estar sozinha depois de tanto tempo era duro; em especial quando se está sob o bombardeamento de imagens de recordação demasiadamente boas e difíceis de ignorar. Porém, é preciso acordar e não podemos esquecer que mesmo quando encontramos alguém para partilhar a nossa vida; nunca deixa de ser a NOSSA vida!!
Temos de manter o sonho, mas não muito elevado. É preciso aproximá-lo o mais possível da queda.
Não esqueçamos que todos os relacionamentos são bons; mesmo os que terminam, porque todos nos ajudam a perceber quem somos e o que queremos. Mas, o mais importante é sermos capazes de aceitar que nem tudo o que é total significa que seja perfeito!
Não podia viver agarrada ao passado, não podia (e de certo modo também não queria) apagá-lo, por isso só me restava aceitá-lo...
É preciso substituir grande parte das frustrações e ressentimentos pela certeza de que temos uma longa vida pela frente.
Tudo isto é muito bonito de ser lido, mas a realidade é que a forma como saímos de uma desilusão, determina, em boa parte, a pessoa que acabaremos por vir a ser daí em diante. Por vezes, a mudança é de tal ordem que determinamos uma enorme barreira entre o nosso exterior e o nosso interior, não deixando (inconscientemente) outras pessoas conhecerem aquela que sempre fomos. Parecia que um ser subconsciente tinha decidido que não queria voltar a sofrer a perda de ninguém.
Há um desfasamento entre aquilo que queremos e aquilo que sentimos. Desfasamento tal que somente o tempo quebrará. Meses... anos... temos de ser pacientes connosco próprios. Afinal de contas, o que são dois anos se compararmos com a duração de uma vida inteira?
Aprendi a viver a vida sem pensar no futuro, como se não tivesse outra oportunidade para o fazer.
Decidi viver somente 24 horas por dia não fazendo qualquer hora extra a utilizar aquele medo secreto de dizer algo errado acerca do passado que pudesse recomeçar de novo toda aquela angústia.
Assim, tudo passou a ser bem mais fácil.
Saudades tuas avózinha...
Ao longo de todo este tempo conheci pessoas magníficas, aprendi a gostar de pessoas muito diferentes de mim, criei várias amizades, mas, como não poderia deixar de ser, também tive de me despedir de muitas pessoas (algumas, talvez para sempre). Tive de escolher caminhos extraordinariamente diferentes de pessoas, que por menos que conhecesse, sentia que as queria ter sempre por perto. Tive de me despedir de outras que me ajudaram a crescer enquanto profissional, mas acima de tudo enquanto pessoa.
Muitas vezes tive de esboçar um sorriso afectado de muita tristeza quando ouvia a gloriosa frase: “Boa sorte para o teu futuro” como se fosse um “Adeus”.
Fiquei literalmente sem respirar para suspender uma enorme vontade de chorar e perder o dote de “menina forte”, mas sempre reagi como se estivesse a ler a minha deixa no guião de um filme. Num forte abraço saía um “obrigado” e logo de seguida tinha de sair dali para não rebentar a fraqueza.
Não quero tirar a magia ao sentimento escrevendo palavras baratas de dramas, portanto limito-me a afirmar que, as pessoas que nasceram para ser importantes na minha vida, vão sê-lo mesmo que não as tenha perto de mim.
Aprendi a viver com a saudade, mas acima de tudo com as recordações que, de quando em vez, retiro daquela gaveta.
No fundo, admitamos, que por vezes, aquela pessoa que nos viu crescer desde os primeiros dias de vida e para quem sentíamos que éramos a pessoa mais importante da sua vida, nos faz esmorecer com a saudade da sua partida. Foi a pessoa com quem aprendi a andar, a falar e a desenvolver as primeiras capacidades físicas e racionais. Não é fácil, no início de uma difícil adolescência receber a notícia da sua partida.
Sim... porque aos 14 anos sentimos tudo, mas há imensas coisas que não entendemos.
Uma mistura de tudo foi-se criando na minha alma... uma mistura de angústia misturada com revolta que, por sua vez estava envolvida numa enorme saudade!
Aprendi que certas coisas sempre se perdem. E as pessoas são uma delas. Aprendi que existe um lugar longínquo onde todos nos encontramos e que, mesmo que choremos, mesmo que berremos, mesmo que desistamos de acreditar na vida, as pessoas mais marcantes na nossa existência acabam sempre por ir-se embora.
Lembro-me como se estivesse aqui na frente, lembro-me todos os dias dela e, no entanto, não tenho necessidade de mostrar a ninguém o quanto sinto a falta de ouvir sair da sua boca a expressão: “Querida netinha” que, no momento que os seus olhos se fecharam, sabia que não voltaria a ouvir de ninguém.
No fundo, após cada dia de escola estafante, era ela sempre a primeira a receber-me com um sorriso. Como seria possível esquecer?
Sei que ela está ali debaixo da terra; não posso olhá-la nos olhos e abraçá-la dizendo tudo aquilo que nunca lhe dissera quando a tinha em vida, mas o amor que tenho comigo é o mesmo daquele tempo; somente trás consigo uma enorme saudade sem forma de ser quebrada.
Ainda hoje, nas viagens ao passado sorrio quando lembro e digo: “’Tou com sono” e ela responde: “Não te esqueças de lavar os dentes.”. Quando digo: “Olá avó” e ela diz: “Olá meu tesouro!”. O pior é, quando eu, envolvida na recordação, lhe digo que “estou aqui” e ela me devolve a sua ausência.
Sinto a falta de partilhar tanta coisa com ela... Tanta coisa que já passei e que ela, um dia, me ensinou como lidar no dia que surgisse.
Mas, no entanto, desenvolvi a arte do pensamento positivo. Penso nas coisas que ela sonhou para mim e que eu espero estar a cumprir. Percebi que ao cuidar de mim queria dizer que estava a cuidar daquela parte dela que continuava a viver junto de mim; das partes mais felizes dela!
A partir daí tudo foi mais fácil.
Muitas vezes tive de esboçar um sorriso afectado de muita tristeza quando ouvia a gloriosa frase: “Boa sorte para o teu futuro” como se fosse um “Adeus”.
Fiquei literalmente sem respirar para suspender uma enorme vontade de chorar e perder o dote de “menina forte”, mas sempre reagi como se estivesse a ler a minha deixa no guião de um filme. Num forte abraço saía um “obrigado” e logo de seguida tinha de sair dali para não rebentar a fraqueza.
Não quero tirar a magia ao sentimento escrevendo palavras baratas de dramas, portanto limito-me a afirmar que, as pessoas que nasceram para ser importantes na minha vida, vão sê-lo mesmo que não as tenha perto de mim.
Aprendi a viver com a saudade, mas acima de tudo com as recordações que, de quando em vez, retiro daquela gaveta.
No fundo, admitamos, que por vezes, aquela pessoa que nos viu crescer desde os primeiros dias de vida e para quem sentíamos que éramos a pessoa mais importante da sua vida, nos faz esmorecer com a saudade da sua partida. Foi a pessoa com quem aprendi a andar, a falar e a desenvolver as primeiras capacidades físicas e racionais. Não é fácil, no início de uma difícil adolescência receber a notícia da sua partida.
Sim... porque aos 14 anos sentimos tudo, mas há imensas coisas que não entendemos.
Uma mistura de tudo foi-se criando na minha alma... uma mistura de angústia misturada com revolta que, por sua vez estava envolvida numa enorme saudade!
Aprendi que certas coisas sempre se perdem. E as pessoas são uma delas. Aprendi que existe um lugar longínquo onde todos nos encontramos e que, mesmo que choremos, mesmo que berremos, mesmo que desistamos de acreditar na vida, as pessoas mais marcantes na nossa existência acabam sempre por ir-se embora.
Lembro-me como se estivesse aqui na frente, lembro-me todos os dias dela e, no entanto, não tenho necessidade de mostrar a ninguém o quanto sinto a falta de ouvir sair da sua boca a expressão: “Querida netinha” que, no momento que os seus olhos se fecharam, sabia que não voltaria a ouvir de ninguém.
No fundo, após cada dia de escola estafante, era ela sempre a primeira a receber-me com um sorriso. Como seria possível esquecer?
Sei que ela está ali debaixo da terra; não posso olhá-la nos olhos e abraçá-la dizendo tudo aquilo que nunca lhe dissera quando a tinha em vida, mas o amor que tenho comigo é o mesmo daquele tempo; somente trás consigo uma enorme saudade sem forma de ser quebrada.
Ainda hoje, nas viagens ao passado sorrio quando lembro e digo: “’Tou com sono” e ela responde: “Não te esqueças de lavar os dentes.”. Quando digo: “Olá avó” e ela diz: “Olá meu tesouro!”. O pior é, quando eu, envolvida na recordação, lhe digo que “estou aqui” e ela me devolve a sua ausência.
Sinto a falta de partilhar tanta coisa com ela... Tanta coisa que já passei e que ela, um dia, me ensinou como lidar no dia que surgisse.
Mas, no entanto, desenvolvi a arte do pensamento positivo. Penso nas coisas que ela sonhou para mim e que eu espero estar a cumprir. Percebi que ao cuidar de mim queria dizer que estava a cuidar daquela parte dela que continuava a viver junto de mim; das partes mais felizes dela!
A partir daí tudo foi mais fácil.
Como há pessoas tão diferentes a passar por mim ...
Ao longo da viagem pela minha curta vida tive de aprender a conviver e adaptar-me a vários tipos de pessoas e situações.
Sendo cada uma diferente da outra, acabei por ser capaz de me “infiltrar” por elas sem nunca deixar de dar a conhecer a minha personalidade com carácter compassivo, mas também crucial e pouco influenciável.
Deste modo, aprendi bastante; ou o suficiente para ser a pessoa que sou hoje, e ao mesmo tempo sinto que sempre mantive o nível a que fui habituada. No entanto também muita coisa mudei e muita coisa vi que jamais seria adaptável à minha pessoa.
Conheci quem tinha tudo e quem não tinha nada. Aprendi a integrar-me em ambos os meios sem nunca me influenciar por possíveis deslumbramentos.
Convivi com quem sempre se divertia, com quem se refugiava noutro Mundo e com quem sabia divertir-se.
Havia quem precisava de muito para considerar um momento divertido, havia quem não tivera tempo ou oportunidade para se divertir e aqueles que qualquer sítio ou momento dava para se divertirem sem esquecerem as suas obrigações no momento a seguir.
Fazia-me uma certa confusão aqueles que reagiam a uma noite como se o amanhã fosse o fim do Mundo. Experimentavam de tudo numa noite só... todo o tipo de bebidas, que mal tinha ouvido falar, e por vezes até mais do que isso. Parecia que até todas aquelas misturas fazerem efeito, fazendo-se sentir no corpo e, consequentemente, na mente, nada fazia sentido para eles. A música não era importante nem a companhia. Precisavam de sentir aquela chamada “adrenalina da noite” que passava por um estado de profunda ressaca e, a partir desse momento passavam a viver a “onda” deles, esquecendo-se de quem estava à sua volta e que de nada daquilo precisavam para se divertirem e fazerem de uma noite, uma grande noite.
No entanto, aqueles que nunca teriam tido oportunidade ou vontade de se divertirem também me faziam uma determinada confusão. Não compreendia como é que conseguiam anular-se enquanto jovens para serem o exemplo de adolescentes que esperam o momento certo para tudo e que, inclusivamente, o seu momento certo para viver era quando, um dia, lhes fossem entregues as asas.
Gastavam o melhor das suas energias tentando comportar-se à altura da imagem que lhes criaram. Por causa disso, nunca lhes sobraram forças para serem elas mesmas. Talvez um dia percebam isso e consigam viver de novo a juventude “perdida”.
Porém, aqueles que sabiam divertir-se também me deixavam uma certa dose de controvérsia.
Admiro-lhes toda a sua resistência por não renunciarem aos seus deveres em nome do seu divertimento.
Achava estupenda a forma como conseguiam estar em todas... isto é, sabiam e conheciam todo o tipo de eventos em bares, pubs, discotecas e tinham, ao mesmo tempo, sempre capacidade de acordar na manhã seguinte para cumprirem os seus deveres por entre a vida social mais febril de que havia notícia.
Tudo isto me fazia uma certa confusão, mas simultaneamente, eu sabia que não era fácil manter aquele equilíbrio; daí toda a minha admiração por eles.
Mas, todos nós sabemos que quem quer que já tenha sido adolescente, deve saber que o corpo humano tem limites e é exactamente esse limite que eu nunca quis atingir.
Sempre fui bastante sensata e nunca elevei o meu corpo ao máximo. Isso, por vezes, fazia-me pensar que os “doidos” se divertiam muito mais do que eu.
Sendo cada uma diferente da outra, acabei por ser capaz de me “infiltrar” por elas sem nunca deixar de dar a conhecer a minha personalidade com carácter compassivo, mas também crucial e pouco influenciável.
Deste modo, aprendi bastante; ou o suficiente para ser a pessoa que sou hoje, e ao mesmo tempo sinto que sempre mantive o nível a que fui habituada. No entanto também muita coisa mudei e muita coisa vi que jamais seria adaptável à minha pessoa.
Conheci quem tinha tudo e quem não tinha nada. Aprendi a integrar-me em ambos os meios sem nunca me influenciar por possíveis deslumbramentos.
Convivi com quem sempre se divertia, com quem se refugiava noutro Mundo e com quem sabia divertir-se.
Havia quem precisava de muito para considerar um momento divertido, havia quem não tivera tempo ou oportunidade para se divertir e aqueles que qualquer sítio ou momento dava para se divertirem sem esquecerem as suas obrigações no momento a seguir.
Fazia-me uma certa confusão aqueles que reagiam a uma noite como se o amanhã fosse o fim do Mundo. Experimentavam de tudo numa noite só... todo o tipo de bebidas, que mal tinha ouvido falar, e por vezes até mais do que isso. Parecia que até todas aquelas misturas fazerem efeito, fazendo-se sentir no corpo e, consequentemente, na mente, nada fazia sentido para eles. A música não era importante nem a companhia. Precisavam de sentir aquela chamada “adrenalina da noite” que passava por um estado de profunda ressaca e, a partir desse momento passavam a viver a “onda” deles, esquecendo-se de quem estava à sua volta e que de nada daquilo precisavam para se divertirem e fazerem de uma noite, uma grande noite.
No entanto, aqueles que nunca teriam tido oportunidade ou vontade de se divertirem também me faziam uma determinada confusão. Não compreendia como é que conseguiam anular-se enquanto jovens para serem o exemplo de adolescentes que esperam o momento certo para tudo e que, inclusivamente, o seu momento certo para viver era quando, um dia, lhes fossem entregues as asas.
Gastavam o melhor das suas energias tentando comportar-se à altura da imagem que lhes criaram. Por causa disso, nunca lhes sobraram forças para serem elas mesmas. Talvez um dia percebam isso e consigam viver de novo a juventude “perdida”.
Porém, aqueles que sabiam divertir-se também me deixavam uma certa dose de controvérsia.
Admiro-lhes toda a sua resistência por não renunciarem aos seus deveres em nome do seu divertimento.
Achava estupenda a forma como conseguiam estar em todas... isto é, sabiam e conheciam todo o tipo de eventos em bares, pubs, discotecas e tinham, ao mesmo tempo, sempre capacidade de acordar na manhã seguinte para cumprirem os seus deveres por entre a vida social mais febril de que havia notícia.
Tudo isto me fazia uma certa confusão, mas simultaneamente, eu sabia que não era fácil manter aquele equilíbrio; daí toda a minha admiração por eles.
Mas, todos nós sabemos que quem quer que já tenha sido adolescente, deve saber que o corpo humano tem limites e é exactamente esse limite que eu nunca quis atingir.
Sempre fui bastante sensata e nunca elevei o meu corpo ao máximo. Isso, por vezes, fazia-me pensar que os “doidos” se divertiam muito mais do que eu.
quem gosta de ser criticado? tu gostas?
Por vezes, não foi fácil ouvir certas críticas. As minhas opiniões valeram-me várias vezes umas daquelas respostas críticas fulminantes.
Contudo, aprendi a compreender, aceitando essas críticas de modo natural sem nunca me envolver em conflitos de crenças que para mim sempre foram completamente indiscutíveis.
Não estando a cometer nenhuma ilegalidade, eles acabaram por também tentar aceitar, apesar de nem sempre compreenderem.
Na minha opinião, os pais estão programados para darem uma só resposta no que diz respeito aos confrontos de ideias que têm com os filhos: “- É tudo passageiro, não passam de sintomas da idade!”
Acredito que esta ideia se aplique em inúmeras situações, mas, no entanto, o pior é quando os anos vão passando, a idade aumentando e as ditas ideias continuam. Só nessa altura eles se apercebem que tudo aquilo se tratou mesmo de personalidade.
Tento sempre arranjar uma maneira diplomática de explicar as minhas crenças, tentando não ferir qualquer tipo de susceptibilidades.
Sou da opinião de que nada somos se em nada acreditarmos, deste modo sinto-me uma crente à minha maneira.
Explicando: Nunca senti necessidade própria de defender uma religião e seguir à risca as suas ideias e obrigações.
Falo da assiduidade semanal na missa de Domingo, nas confissões permanentes ao sacerdote da zona e, consequentemente a divulgação de uma fé que por vezes sinto como meramente encenada!
Acredito muito que há alguém superior a mim que nos encaminha muitas vezes para os caminhos certos. Alguém que muitos procuram para encontrar a resolução dos seus problemas e afrontos. Porém, é preciso ir muito mais além daquilo que as pessoas convencionaram chamar “crença” e “fé”.
Eu sei que Esse ser existe. Não por me ter sido impingido, mas porque realmente sinto que preciso de acreditar. Respeito muito aqueles que tudo entregam a Ele, mas no entanto acredito que não é ele sozinho que pode dar a volta a tantas vidas e fazer melhorar aquelas que por vezes já estão por si destruídas. Tudo tem de partir de cada um de nós. Olhando à volta de tudo no Mundo, Ele não tem tempo para todos e, aquilo que vejo através do senso comum é que a Sua missão na Terra é ajudar a melhorar a vivência daqueles que lutam contra a sobrevivência, mas grande parte do seu trabalho consiste em ajudar a melhorar aqueles cuja vida já está melhorada desde a nascença.
Aqui está a explicação para as minhas ideias tão cépticas em relação a este tema que é totalmente cordial e censurado precisamente porque sempre vivi no seio de pessoas crentes de modo diferente do meu ou o modo mais convencional.
Desde que me conheço com esta personalidade, fiz um contrato com a minha consciência:
Nunca é tarde para aprender; seja com os outros ou connosco mesmos. Ter as minhas próprias convicções não é esquecer ou desrespeitar as ideias dos outros, mas renunciar ao rancor, à vingança e à tentação de perpetuar conflitos.
Para mim, desde sempre que esta é uma boa medida contra conflitos de personalidade.
Não vou brutalmente contra as ideias de ninguém, pois aprendi a respeitar essas convicções de modo natural; no entanto também não permito que ninguém me imponha a obrigatoriedade de nada.
Na realidade ninguém é obrigado a nada, pode sempre fazer algo que não é permitido (até mesmo por lei) ; à partida ninguém o impede; somente as consequências que daí advêm serão de todo da sua responsabilidade. Falando de um castigo ou até mesmo de prisão, indo ainda mais longe.
É engraçado que, ao contrário de muitas das minhas ideias, esta funciona!
Contudo, aprendi a compreender, aceitando essas críticas de modo natural sem nunca me envolver em conflitos de crenças que para mim sempre foram completamente indiscutíveis.
Não estando a cometer nenhuma ilegalidade, eles acabaram por também tentar aceitar, apesar de nem sempre compreenderem.
Na minha opinião, os pais estão programados para darem uma só resposta no que diz respeito aos confrontos de ideias que têm com os filhos: “- É tudo passageiro, não passam de sintomas da idade!”
Acredito que esta ideia se aplique em inúmeras situações, mas, no entanto, o pior é quando os anos vão passando, a idade aumentando e as ditas ideias continuam. Só nessa altura eles se apercebem que tudo aquilo se tratou mesmo de personalidade.
Tento sempre arranjar uma maneira diplomática de explicar as minhas crenças, tentando não ferir qualquer tipo de susceptibilidades.
Sou da opinião de que nada somos se em nada acreditarmos, deste modo sinto-me uma crente à minha maneira.
Explicando: Nunca senti necessidade própria de defender uma religião e seguir à risca as suas ideias e obrigações.
Falo da assiduidade semanal na missa de Domingo, nas confissões permanentes ao sacerdote da zona e, consequentemente a divulgação de uma fé que por vezes sinto como meramente encenada!
Acredito muito que há alguém superior a mim que nos encaminha muitas vezes para os caminhos certos. Alguém que muitos procuram para encontrar a resolução dos seus problemas e afrontos. Porém, é preciso ir muito mais além daquilo que as pessoas convencionaram chamar “crença” e “fé”.
Eu sei que Esse ser existe. Não por me ter sido impingido, mas porque realmente sinto que preciso de acreditar. Respeito muito aqueles que tudo entregam a Ele, mas no entanto acredito que não é ele sozinho que pode dar a volta a tantas vidas e fazer melhorar aquelas que por vezes já estão por si destruídas. Tudo tem de partir de cada um de nós. Olhando à volta de tudo no Mundo, Ele não tem tempo para todos e, aquilo que vejo através do senso comum é que a Sua missão na Terra é ajudar a melhorar a vivência daqueles que lutam contra a sobrevivência, mas grande parte do seu trabalho consiste em ajudar a melhorar aqueles cuja vida já está melhorada desde a nascença.
Aqui está a explicação para as minhas ideias tão cépticas em relação a este tema que é totalmente cordial e censurado precisamente porque sempre vivi no seio de pessoas crentes de modo diferente do meu ou o modo mais convencional.
Desde que me conheço com esta personalidade, fiz um contrato com a minha consciência:
Nunca é tarde para aprender; seja com os outros ou connosco mesmos. Ter as minhas próprias convicções não é esquecer ou desrespeitar as ideias dos outros, mas renunciar ao rancor, à vingança e à tentação de perpetuar conflitos.
Para mim, desde sempre que esta é uma boa medida contra conflitos de personalidade.
Não vou brutalmente contra as ideias de ninguém, pois aprendi a respeitar essas convicções de modo natural; no entanto também não permito que ninguém me imponha a obrigatoriedade de nada.
Na realidade ninguém é obrigado a nada, pode sempre fazer algo que não é permitido (até mesmo por lei) ; à partida ninguém o impede; somente as consequências que daí advêm serão de todo da sua responsabilidade. Falando de um castigo ou até mesmo de prisão, indo ainda mais longe.
É engraçado que, ao contrário de muitas das minhas ideias, esta funciona!
como tudo era diferente nos outros tempos ...
Percebi que ninguém consegue guardar tudo; todos precisamos de um ombro amigo em momentos mais sombrios; passei a precisar de me sentir completa; o que implicou a abertura da porta do meu Mundo a quem tinha algo para me dar... comecei a sentir a dimensão dos outros na minha pessoa. A verdade é que uma pessoa pode ser muito forte, mas a realidade á que precisa sempre de alguém ou de alguma coisa para se agarrar à vida.
Comecei a olhar mais para mim, atendendo às minhas ideias e valores, deixando para trás a outra pessoa, aquela pessoa que os outros esperavam que eu fosse.
Não foi fácil e esta foi uma luta constante até hoje. Luta que todos, um dia, terão de fazer. Por vezes temos de pagar preços demasiado altos pelo facto das nossas ideias colidirem com aquilo que para o nosso meio se tornou eticamente correcto.
Estas palavras poderão passar uma imagem de alguém que foi privada de uma oportunidade de defender aquilo que acredita estar certo, mas, pelo contrário, vivi as minhas ideias livremente. Mudei-as quando achei necessário e defendi-as quando eram questionadas.
Foi nestes momentos que pensei que a vida à uns trinta ou quarenta anos atrás era bem cruel. Como é que se podia torturar pessoas só porque não concordavam connosco?
Onde estaria eu se vivesse nesse tempo?
Não estaria certamente...
Deste modo, considero que, pelos vistos, no tempo dos meus pais não haviam adolescentes; pois as ditas pessoas dos treze aos dezoito anos viviam predestinadas com as ideias impostas pelos seus antecedentes. Tratava-se mesmo de imposição... um simples “mas...” era motivo de violência...
No entanto, hoje eles também não podem impedir-me de ter as minhas crenças e ideias, mesmo sendo algumas diferentes das deles.
E não o fazem.
Limitam-se a discordar achando-me por vezes deveras grosseira (que para mim já se tornou sinónimo de sincera!).
Se calhar o conceito de grosseira e insensível é o mais indicado para eles, pois certamente não será fácil ter de aceitar aquela colisão de ideias que eu já tinha decidido como fixas e que eles se depararam com a realidade de não me poderem impedir de assim pensar.
Comecei a olhar mais para mim, atendendo às minhas ideias e valores, deixando para trás a outra pessoa, aquela pessoa que os outros esperavam que eu fosse.
Não foi fácil e esta foi uma luta constante até hoje. Luta que todos, um dia, terão de fazer. Por vezes temos de pagar preços demasiado altos pelo facto das nossas ideias colidirem com aquilo que para o nosso meio se tornou eticamente correcto.
Estas palavras poderão passar uma imagem de alguém que foi privada de uma oportunidade de defender aquilo que acredita estar certo, mas, pelo contrário, vivi as minhas ideias livremente. Mudei-as quando achei necessário e defendi-as quando eram questionadas.
Foi nestes momentos que pensei que a vida à uns trinta ou quarenta anos atrás era bem cruel. Como é que se podia torturar pessoas só porque não concordavam connosco?
Onde estaria eu se vivesse nesse tempo?
Não estaria certamente...
Deste modo, considero que, pelos vistos, no tempo dos meus pais não haviam adolescentes; pois as ditas pessoas dos treze aos dezoito anos viviam predestinadas com as ideias impostas pelos seus antecedentes. Tratava-se mesmo de imposição... um simples “mas...” era motivo de violência...
No entanto, hoje eles também não podem impedir-me de ter as minhas crenças e ideias, mesmo sendo algumas diferentes das deles.
E não o fazem.
Limitam-se a discordar achando-me por vezes deveras grosseira (que para mim já se tornou sinónimo de sincera!).
Se calhar o conceito de grosseira e insensível é o mais indicado para eles, pois certamente não será fácil ter de aceitar aquela colisão de ideias que eu já tinha decidido como fixas e que eles se depararam com a realidade de não me poderem impedir de assim pensar.
eu gosto, mas...
Sempre me disseram que ser artista (a qualquer nível) não é para qualquer pessoa. Podia ainda hoje manter essa convicção. Podia ter o meu talento, mas bem no fundo acreditei que não conseguiria abraçar este sonho. Esta convicção afectou uma parte da minha vida até modificar as minhas convicções negativas.
Eu sabia que era muito importante o positivismo. Acreditar que era possível alcançar este objectivo. Mas com a idade, sentia que o mais importante era mesmo acreditar no sonho! E eu acreditei!
Falar de jovens talentos e da sua integração no nosso país é assumir que à partida, há muito mais a dizer do que aquilo que fica dito.
Parece que têm medo que a incompetência com que fomos apadrinhados seja transposta para o nosso lado talentoso;... Sim; porque todos temos um lado talentoso! É preciso que deixe de ser a inutilidade das nossas acções a fazer parte da nossa caracterização de modo generalizado.
Fui sempre apaixonada por um Mundo criado por mim mesma para mim mesma, onde escrevia... na penumbra do meu quarto que sempre esteve forrado de sonhos; muitos deles que ainda esperam a realização.
Desde cedo, uma caneta e papel tiveram um papel de “ouvinte” na minha vida. Sempre gostei de deixar anotado descrições de momentos bons e maus que me iam ocorrendo, não fossem as mudanças que daí viriam me fazerem esquecer alguns deles.
Ao longo dos tempos, como não poderia deixar de ser, tornei-me, por algum tempo, bastante individualista. Sentia que era muito boa ouvinte, mas ninguém seria suficientemente bom para me ouvir e compreender, daí procurar resposta no meu próprio desabafo ao papel. Não me sentia importante para ninguém em especial, mas ao mesmo tempo também não queria que ninguém fosse especial para mim, pois aí teria de deixar de lado o meu estado individualista passando a partilhar algo com alguém; algo que eu já tinha decidido como só meu!!Tudo isto pode parecer bastante estranho ou censurável para quem conhece a pessoa que sou hoje, porém, foi realmente assim a minha pessoa durante “longos” tempos. No fundo foi o tempo que precisei para me encontrar comigo mesma adquirindo aquele carácter que me distingue moralmente de muita a gente; a minha personalidade.
Eu sabia que era muito importante o positivismo. Acreditar que era possível alcançar este objectivo. Mas com a idade, sentia que o mais importante era mesmo acreditar no sonho! E eu acreditei!
Falar de jovens talentos e da sua integração no nosso país é assumir que à partida, há muito mais a dizer do que aquilo que fica dito.
Parece que têm medo que a incompetência com que fomos apadrinhados seja transposta para o nosso lado talentoso;... Sim; porque todos temos um lado talentoso! É preciso que deixe de ser a inutilidade das nossas acções a fazer parte da nossa caracterização de modo generalizado.
Fui sempre apaixonada por um Mundo criado por mim mesma para mim mesma, onde escrevia... na penumbra do meu quarto que sempre esteve forrado de sonhos; muitos deles que ainda esperam a realização.
Desde cedo, uma caneta e papel tiveram um papel de “ouvinte” na minha vida. Sempre gostei de deixar anotado descrições de momentos bons e maus que me iam ocorrendo, não fossem as mudanças que daí viriam me fazerem esquecer alguns deles.
Ao longo dos tempos, como não poderia deixar de ser, tornei-me, por algum tempo, bastante individualista. Sentia que era muito boa ouvinte, mas ninguém seria suficientemente bom para me ouvir e compreender, daí procurar resposta no meu próprio desabafo ao papel. Não me sentia importante para ninguém em especial, mas ao mesmo tempo também não queria que ninguém fosse especial para mim, pois aí teria de deixar de lado o meu estado individualista passando a partilhar algo com alguém; algo que eu já tinha decidido como só meu!!Tudo isto pode parecer bastante estranho ou censurável para quem conhece a pessoa que sou hoje, porém, foi realmente assim a minha pessoa durante “longos” tempos. No fundo foi o tempo que precisei para me encontrar comigo mesma adquirindo aquele carácter que me distingue moralmente de muita a gente; a minha personalidade.
21 de setembro de 2007
Mais uma com a mania que sabe escrever!
Consegui criar um blog... sózinha!
Afinal não é assim tão dificil vá... é só seguir as regras, inventadas por alguém! Depois... é só descarregar... toca a escrever! Agora não me posso queixar de não me ouvirem... tenho-te a ti bloguinho amigo! Vou usar e abusar da tua pachorra... vá lá! Não tenhas medo!
Volto logo...
Vou aproveitar para descarregar aqui as minhas escritas antigas... já que ninguém lhes liga!!
Xiiiiiiii
Afinal não é assim tão dificil vá... é só seguir as regras, inventadas por alguém! Depois... é só descarregar... toca a escrever! Agora não me posso queixar de não me ouvirem... tenho-te a ti bloguinho amigo! Vou usar e abusar da tua pachorra... vá lá! Não tenhas medo!
Volto logo...
Vou aproveitar para descarregar aqui as minhas escritas antigas... já que ninguém lhes liga!!
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